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quinta-feira, 20 de junho de 2013

PEDRO e PAULO - José Salviano

MISSA DO DIA 30 DE JUNHO


PEDRO e PAULO


           
            Nesta festa de São Pedro e São Paulo queremos agradecer a Deus pela existência desses dois gigantes da nossa Igreja em seus primórdios, os quais, se empenharam na missão de continuar a essa obra salvadora  a qual foi  fundada Pelo próprio Cristo. Foram eles que numa doação sem igual na História, e cheios do Espírito Santo com muita fé e coragem, se dedicaram a evangelização que marcou o início da Igreja Católica. Do mesmo modo hoje nós festejamos a pessoa do Papa, que é o sucessor de Pedro.
             "...tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino do, céus..."
            Estas foram as palavras usadas por Nosso Senhor Jesus Cristo na ordenação de Pedro a primeiro Papa da História da Igreja Católica.

            Jesus nos escolhe não necessariamente pela nossa pureza, mas sim pelo tamanho da nossa fé. Assim foi a escolha de Pedro, aquele que o negou por três vezes, e que não tinha uma inteligência brilhante, até  o dia de Pentecostes, quando foi transformado pelo fogo do Espírito Santo, e fez um discurso que todos o entenderam em suas próprias línguas.  Pedro, como todos apóstolos escolhidos por Jesus,  não era um grande exemplo de santidade, mais era um home de grande fé.
            Pedro professa essa fé, quando responde à pergunta de Jesus: "T u é o Cristo, o Filho de Deus Vivo". De sua parte, Jesus reconhece a sua fé, e diz: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja".

            Pedras são usadas na construção do alicerce que forma a base de sustentação das casas. Pedra, ou rocha, quer dizer, FIRME, sólida. Pedro tinha um fé sólida e firme, pronta para servir de base, de alicerce na construção da Igreja.

            Chaves, no sentido de interpretar a palavra de Deus, é o segredo, a senha, o caminho para decifrar, é o poder de entender a mensagem de Cristo, que às vezes falava por enigmas e parábolas, e é a iluminação do Espírito de Deus que conduz o Papa a decifrar a chave, o enigma da mensagem de Deus e a traduzir para o mundo. O Espírito de verdade o faz perceber a vontade do Pai, com relação ao rebanho universal.
            Assim é o Papa. Ele é o chefe maior da Igreja na Terra. Sua missão nos dias de hoje torna-se cada vez mais espinhosa, por causa das mudanças rápidas e violentas, por causa da influência contrária dos meios de comunicações (cinema, internet, videogames) que preconizam um estilo de vida totalmente contrário ao Evangelho, e que produz contestações tanto de fora como de dentro da própria  Igreja.
            Assim, torna-se muito difícil para um ser humano normal, saber discernir no meio dessa tempestade de valores contrários. Se não fosse o poder especial do Alto, ele não conseguiria.

Jesus lhe diz: “Tu és Kepha (Cefas), e sobre ela edificarei a minha Igreja”. Qual é o significado das palavras de Jesus a Pedro, ao referir-se ao seu nome como pedra, em aramaico Kepha? Esse substantivo não teria também outro significado? Vejamos. Naquele tempo, o povo tinha o costume de escavar as rochas para daí tirar pedras para construir casas. Os buracos formados nas rochas recebiam, na língua familiar, o aramaico, o nome de Kepha. Daí que Kepha pode ser também entendido como gruta escavada na rocha. Os pobres ocupavam estas grutas ou cavernas artificiais, pois não tinham moradia. Kepha traduz também o substantivo grego Pétros (Pedro). Então Pedro não significa pedra? Sim, mas, tomado no sentido anterior, pode significar gruta escavada na rocha. Desse modo, Jesus, então, teria dito a Pedro: “Tu és gruta escavada na rocha, e sob essa gruta, onde vivem os pobres, aí edificarei a minha Igreja”.
Fonte: (cf. Faria, 2010b, p. 28-31).

         Sendo assim, é fácil perceber que Jesus chama Pedro de pedra no sentido de base de sustentação, ou pedra que dá firmeza no alicerce na construção da Igreja, e o chama também de gruta escavada na rocha, para explicar que a Igreja estará sempre voltada para os sem tetos, os pobres, os discriminados e oprimidos...  Muito embora lamentamos que  hoje não vemos a presença maciça da Igreja nas favelas e nas periferias, mas sim na orla da praia e nos centros, ou bairros da classe média. Não estou criticando a minha igreja, mas sim, ouvindo Jesus que disse: "Vinde a  mim os tristes e oprimidos e eu os aliviarei". Esse mesmo Jesus que ao anunciar a sua missão naquele dia em que tomando a leitura na Sinagoga, e que ao dizer que o Espírito de Deus estaria com Ele, acrescentou que ele veio para dar vistas aos cegos, curar os enfermos, em fim, veio para dar uma atenção especial aos pobres. Portanto, ao finalizar sua missão, Jesus instituiu a Igreja e ordenou ou consagrou o seu primeiro Papa, o Pedro que é pedra básica e Gruta escavada, e deixou claro a sua preferência pelos pobres, muito embora a sua salvação esteja disponível para todos.
            Porém, infelizmente, a riqueza afasta o ser humano dessa promessa salvadora de Deus em Jesus e pela Igreja. Não que a riqueza seja um mal em si, pois quando ela é bem canalizada, produz maravilhas. Mas são os seus efeitos na mente do ser humano que a torna uma  causa de condenação do homem e da mulher.  E estes efeitos da riqueza são: soberba, orgulho, insensibilidade para com o sofrimento do pobre, arrogância, falta de caridade, e o pior, o poder do dinheiro  faz o ser humano pensar que não precisa de Deus!
            Apesar de Jesus ter dito que era mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus, apesar d'Ele ter dito:"Bem aventurados os pobres"...  e "Ai de vocês os ricos com seu sorriso fácil..." , Jesus não queria a condenação dos poderosos da Terra. O seu Plano de Salvação da humanidade, é para todos: ricos, pobres, negros, brancos, feios, bonitos, mulheres, crianças...

            Paulo ao dizer que combateu o bom combate, não significa que ele pegou em armas e obrigou os cristão a seguirem o Evangelho a força. Nada disso. Paulo combateu a preguiça e o medo de sair pelo mundo então conhecido levando a palavra de Deus. Ele combateu o seu egoísmo, combateu a sua sensualidade, combateu sua ambição  de ter uma vida confortável. Combateu a incredulidade, e defendeu a fé em Deus.  Esses dois gigantes que iniciaram a Igreja humana, não contavam sequer, com meios de transportes, e de comunicações para facilitar  o seu trabalho missionário!  A sorte foi que as principais cidades ou comunidades estavam localizadas nas bordas do Mar Mediterrâneo, o que propiciou a sua locomoção por meios de embarcações nem sempre seguras, o que os fizeram viver tormentas e naufrágios dos quais foram salvos pelas mãos de Deus.
            Aliás, Deus esteve todo o tempo do lado deles, mesmo nos momentos de aflições. Basta dizer que foi o próprio Deus quem libertou Pedro daquela prisão, se fazendo passar por um anjo, assim como libertou o seu Filho, ressuscitando-o dos mortos.

            Prezados irmãos. Nós também precisamos arregaçar as mangas e numa atitude de seguidores e imitadores de Pedro e Paulo, irmos à luta não para brigar, mas sim para combater a incredulidade desse mundo que está mergulhado nas trevas das drogas, da violência, das separações, dos assassinatos, e da ausência de uma catequese sustentável.  (Palavra da moda nos tempos atuais). Precisamos combater a nossa indiferença, a nossa falta de coragem em nos apresentar como cristãos católicos, a nossa pouca fé em Deus, combater a confiança nas armas, nos planos de saúde, nos seguros de vida, nos medicamentos com seus efeitos colaterais, na embriaguês com forma de diversão, e voltarmos a viver em Cristo, e levá-lo com toda força da nossa vitalidade, aos nossos irmãos.

Vai e faça o mesmo. Bom domingo,

José Salviano.  


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