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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Chamado à santidade - Helena Serpa

DIA 01 SÁBADO - Evangelho - Mc 4,35-41

2 Samuel 12, 1-7.10-17 “A indignação de Davi”

Assim como nós, David também ficou indignado com o homem que se apoderara da “ovelhinha do pobre” para preparar um banquete para o seu hóspede e disse a Natã: “o homem que fez isso merece a morte!” Natã não se omitiu e abriu os seus olhos: “Esse homem és tu!” Apesar do horrendo pecado de Davi, Deus cumpriu a Sua Palavra e lhe foi fiel, mandando que Natã o admoestasse e lhe mostrasse o seu delito a fim de que ele pudesse reconhecer a sua miséria e pedir perdão. Mesmo sendo perdoado Davi foi perseguido pelas consequências do seu pecado e, por isso, sujeito a grandes humilhações. Na nossa vida também muitas vezes o Senhor nos envia os “Natãs” para nos exortar e abrir os nossos olhos quando cometemos algum erro, no entanto, nem sempre nós os acolhemos e admitimos os nossos deslizes. Assim como não reconhecemos as nossas fraquezas também não experimentamos o perdão de Deus. Nesse caso, o nosso orgulho e obstinação nos levam para a morte. O contrário é quando nos curvamos e recebemos humildemente as recriminações das pessoas que nos são enviadas pelo Senhor. Aí então experimentamos o refrigério e o alívio para as nossas feridas. Precisamos, portanto, ter consciência de que as consequências dos nossos pecados nos acompanham, porém nos servem de alerta e sinal na hora em que o inimigo nos quiser tentar. Davi até hoje é reconhecido como um rei irrepreensível e fiel porque admitiu a sua iniquidade, arrependeu-se, pediu perdão ao Senhor e ficou alerta para não magoar mais o coração de Deus. – Você aceita quando um amigo (a) mostra o seu erro? – Você admite as suas fraquezas? - Você tem coragem de aconselhar alguém quando ele erra? – Você costuma arrepender-se e admitir o seu pecado com sinceridade diante dos outros?

Salmo 50 – “Criai em mim um coração que seja puro”

Depois que nós reconhecemos o nosso pecado e pedimos o perdão de Deus é necessário que peçamos a Ele o auxílio para podermos caminhar na estrada do bem. Davi nos ensina a fazer isto quando diz: “criai em mim um coração que seja puro e dai-me de novo um espírito decidido”. Apesar do nosso pecado nunca podemos perder esperança e deixar de confiar na misericórdia do Senhor. Deus esquece o nosso passado e trabalha em nós em vista do nosso futuro. Peçamos ao Senhor, portanto, que Ele nos dê de novo tudo o que nós jogamos fora, e nos ensine a trilhar o caminho seguro e assim possamos também ajudar a todos os que se transviarem.

Evangelho Marcos 4, 35-41 – “chamado à santidade”

Naquela tarde Jesus não só convida, mas dá uma ordem explícita aos Seus discípulos: “vamos para a outra margem!” Ele não mandou que os discípulos fossem sozinhos, mas se dispôs a ir junto com eles para enfrentar a fúria do mar. Os apóstolos ainda não sabiam o que iriam encontrar e encarar, no entanto, “despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca”, diz a Palavra. Pela narrativa podemos perceber que não foram eles que entraram na barca de Jesus, mas foi Jesus quem entrou na barca deles, para fazer-lhes companhia durante a travessia. Quando convivemos com Jesus nós também percebemos que em algum momento da nossa caminhada, (“ao cair da tarde”), Ele também nos convoca a nos afastarmos da multidão para ir mais além, para o outro lado, quem sabe, para alguma mudança de atitude e de mentalidade. Jesus nos convida à conversão e à mudanças de rumo e de situação de vida, no entanto, entra conosco na barca e a Sua presença é certa quando temos que enfrentar as tempestades, mesmo supondo que Ele esteja dormindo. Jesus nos chama para a outra margem, isto é, para um lugar mais próximo Dele, longe do mundo e das suas concepções. Ele nos chama para a santidade, mas não fica de fora, entra na nossa barca, na nossa vida e vem nos ajudar na viagem. Porém este chamado é pessoal! Jesus chama a cada um de nós em particular, pra levá-lo na nossa barca a um lugar, que só Ele sabe onde é o que tem lá e para que. A nossa parte é apenas acolhe-Lo na nossa vida do jeito que Ele está e não querendo dar nenhuma sugestão, apenas confiando em que Ele nos levará a um lugar “maravilhoso”. Se Ele nos chama é porque Ele quer nos formar em alguma coisa que ainda não vivemos e que é “novo”, outra maneira de agir, outra percepção das coisas, outra conscientização, em fim, à santidade. Como os discípulos, nós também precisamos ter consciência de que, mesmo que Jesus esteja na nossa barca, também enfrentaremos as tempestades, oriundas da nossa própria limitação e incapacidade. Quando entramos na barca com Jesus nós assumimos compromisso com o amor, com o serviço, e as dificuldades vêm balançar a nossa vida. Por isso, nós também começamos a temer, porque nos achamos entregues à sorte. Dizemos também como aqueles: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Quantas crises nós também, como Igreja, povo de Deus, como família e como comunidade experimentamos pela nossa falta de fé? Ainda que a barca de Jesus balance ao sabor dos ventos contrários, nós, que confiamos no poder do Espírito Santo, não poderemos nos atemorizar. Jesus Cristo tem poder para ordenar ao vento que estremece o mar o da nossa existência: “Silêncio! Cala-te!” Eis que tudo fica calmo quando nós confiamos em Jesus: os nossos medos se tornam fumaça e nós conseguimos atravessar as tempestades, certos de que Jesus não está dormindo, ele apenas espera a manifestação da nossa fé!” – Você já deixou que Jesus subisse na sua barca? - Você tem deixado que Ele o (a) leve para a outra margem? - Como você tem atravessado as tempestades da sua vida? - O que lhe dá medo? – Você já apelou para Jesus ou tenta vencer a tempestade sozinho (a)?

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

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