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terça-feira, 23 de agosto de 2016

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24 de AGOSTO-QUARTA-FEIRA


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28 de AGOSTO-DOMINGO
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22 de AGOSTO-SEGUNDA-FEIRA

“ALEGRA-TE CHEIA DE GRAÇA, O SENHOR ESTÁ CONTIGO!” – Olivia Coutinho



23 de AGOSTO-TERÇA-FEIRA

24 de AGOSTO-QUARTA-FEIRA



25 de AGOSTO-QUINTA-FEIRA



26 de AGOSTO-SEXTA-FEIRA


27 de AGOSTO-SÁBADO


28 de AGOSTO-DOMINGO
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29 de AGOSTO-SEGUNDA-FEIRA


Herodes e o Cristão sem convicção-Diac. José da Cruz


30 de AGOSTO-TERÇA-FEIRA

31 de AGOSTO-QUARTA-FEIRA


01 de SETEMBRO-QUINTA-FEIRA
SEXTA-FEIRA


SÁBADO
DOMINGO
SEGUNDA-FEIRA
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QUARTA-FEIRA
QUINTA-FEIRA
SEXTA-FEIRA
SÁBADO
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SEXTA-FEIRA
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SEGUNDA-FEIRA
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QUARTA-FEIRA
QUINTA-FEIRA
SEXTA-FEIRA

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-Vigiai. Pois não sabeis o dia nem a hora-José Salviano

26 de Agosto de 2016-Ano C

Evangelho - Mt 25,1-13



Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!
Ele, porém, respondeu: Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!
Você já imaginou, depois de tanto nos empenharmos na construção do Reino de Deus, um dia ouvir essas duras palavras da boca de Jesus?
Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora.
Na parábola das dez virgens, Jesus nos adverte para o perigo de não estarmos preparados, em estado de graça, quando a morte chegar.
Jesus nos veio do Pai, e primeiro provou sua divindade através dos milagres, depois nos ensinou tudo o que tínhamos de fazer e não fazer, para um dia nos livrar condenação e merecer a vida eterna. Deixou-nos a Igreja com os sacerdotes para nos perdoar e nos alimentar com o seu corpo e o seu sangue a fim de que tivéssemos forças o suficiente para vencer toda inclinação para o mal. Essa foi a missão de Jesus: De nos ensinar como deveríamos nos preparar para que um dia merecêssemos a vida eterna.   
Nós também, semelhante a Jesus, viemos do Pai, e devemos voltar para o Pai. Porém, isso vai depender somente de nós. Nós temos tudo para conseguir voltar para o Pai e desfrutar as maravilhas da glória eterna. Mas será que vamos merecer? Se por um lado Jesus prometeu a quem largar mulher e filhos para evangelizar, cem vezes mais nesta vida e mais a vida eterna, por outro Ele disse que os primeiros podem ser os últimos e os últimos serão os primeiros. Quando estou meditando ou pensando na primeira afirmação de Jesus, fico muito tranquilo, e até penso que o céu está garantido, por tudo que tenho feito em prol da evangelização. Porém quando me deparo com a segunda fala de Jesus, eu quase entro em pânico, ao pensar que um dia poderei ouvir Jesus dizendo: Saia  daqui que não vos conheço... Mas aí eu me tranquilizo de novo ao pensar que para Deus nada é impossível. Ao pensar que a sua misericórdia é infinita. Ao me lembrar que a nossa salvação é um presente de Deus.
Roguemos a Jesus que nos ajude a sermos sempre cuidadosos como as cinco virgens previdentes, e estarmos sempre preparados para o que der e vier, especialmente nas ocasiões de pecado, como por exemplo, em uma viagem. Antes devemos sempre procurar um padre se não estivermos na paz do Senhor, para uma purificação da nossa alma. Pois numa viagem, são muitos os perigos de morrermos em pecado. Não só em uma situação dessa, mais em todos os dias da nossa vida, devemos estar sempre na amizade com Deus, pois a qualquer momento, podemos ser pegos de surpresa, com a chegada do Senhor!

Cuidado! Não sabemos o dia nem a hora!


Tenha um bom dia. José Salviano

-QUEM SE HUMILHA, SERÁ ELEVADO-José Salviano

22º DOMINGO TEMPO COMUM


28 de Agosto de 2016 – Ano C

1ª Leitura - Eclo 3,19-21.30-31 (gr. 17 -18.20.28-29)

Salmo 67

2ª Leitura - Hb 12,18-19.22-24a


Evangelho - Lc 14,1.7-14





PRIMEIRA LEITURA
O texto do Eclesiástico nos aconselha a sermos humildes, e assim alcançaremos graças diante de Deus. Mesmo que que sejamos grandes, poderosos, devemos agir com humildade, principalmente com os pobres e humildes. Pois é assim que o Pai nos quer.

SALMO
Enquanto os ricos se alegram contemplando os seus bens materiais e se vangloriando diante dos amigos e concorrentes, os fracos e pobres se alegram diante da presença do Senhor. Ficam satisfeitos por que somente Deus nos basta. Porém, nem todos os pobres pensam assim. Somente aqueles que tem Deus como seu último refúgio. Aqueles que depositam no Pai toda sua esperança de vida terrena e eterna. Seja você um destes, e terá um dia a sua recompensa.
SEGUNDA LEITURA

No Antigo Testamento Deus se manifestou ao ser humano de maneiras diversas como no Monte Sinai e na Sarça ardente.
No Novo Testamento, Deus se manifestou ao mundo por meio de seu Filho Jesus Cristo. Ou seja, através de Jesus, Deus se tornou presente no meio de nós, e quis continuar conosco depois da sua volta ao Pai, por meio da Igreja, por meio da Eucaristia, da palavra, dos seus ministros ordenados, e por meio do irmão que reza ao nosso lado no seu templo edificado pelos homens.
Caríssimas e caríssimos. Sabemos que Deus se manifesta presente no meio de nós especialmente através da sua Igreja. Porém, bem sabemos que Deus não está presente somente na Igreja, mas sim, em toda parte. Portanto, o nosso comportamento não deve ser respeitoso, correto, puro somente diante da assembleia reunida, mas sim, em todos os lugares, pois a todo instante, onde quer que estejamos, estamos diante do Senhor que nos vê. O nosso agir em qualquer lugar deve ser de acordo com a vontade do Pai. Devemos nos comportar como que estivéssemos vendo ali do nosso lado, na nossa frente, o Filho de Deus, aquele que nos ensinou o que devemos fazer para sermos cristãos autênticos, merecedores das graças divinas.

EVANGELHO

Jesus nos ensina a modéstia, a humildade, a adotar uma postura de acolhimento e não de autossuficiência diante dos demais.
Na sociedade de modo geral, os ingênuos, os tímidos são desprezados, desvalorizados. Nos meios políticos e comerciais, prevalece a esperteza, a mania de tirar vantagem, o lucro e a concorrência. Desde pequeno o jovem aprende a ser orgulhoso, e a manter uma postura de poderoso, de importante, de melhor que os demais. Nada de humildade, nada de modéstia. Isso é coisa de pobre.
Diante de Deus, os valores são outros.  Jesus nos mostrou que a humildade, a postura de reconhecer-se pequeno e insignificante diante do poder de Deus, é o certo.
Não se trata de se julgar um incompetente, um néscio, um incapaz, um capacho que se pode pisar, um medroso, um incompetente nem de ter uma postura de FALSA MODÉSTIA.
Mais sim, de ter uma consciência da sua pequenez, ao mesmo tempo de saber que tudo podemos naquele que nos dá força.
É ter uma consciência de que a nossa contribuição para com o Reino de Deus, deve ser feita não para chamar atenção, mas para promover o engrandecimento e a conversão do irmão e da irmã.
Já imaginou em uma festa dos poderosos você encontrar no meio deles alguns mendigos malvestidos e malcheirosos?
Pois é o que Jesus nos sugere a fazer.
Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos.
Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa.
Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir.
Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.
Espera! Não fique triste! Jesus não está dizendo que não podemos nem devemos gostar dos nossos parentes. Vizinhos e amigos. Ele só está dando um exemplo extremo, do tipo corta tua mão direita, arranca o teu olho, se ambos te levam a pecar...
Ele está nos dizendo, que se dermos somente a quem pode nos retribuir, não teremos nenhuma recompensa. Jesus está querendo nos dizer que a GRATUIDADE deve ser a nossa OPÇÃO PREFERENCIAL. Ele está nos mostrando que quando nos importamos com os menos importantes, com os excluídos, conquistamos a amizade de Deus Pai que vê tudo.
Jesus nos mostrou que tudo o que fazemos não deve ser movido por interesses egoístas, como angariar votos, mas sim, tudo o que fazemos deve ser guiado pela GRATUIDADE, e PELA FRATERNIDADE. Convidando os que nunca poderão lhe retribuir, fazendo o bem aos irmãos necessitados, e assim um dia Deus nos dará a recompensa.
HAVERÁ MAIS ALEGRIA EM DAR DO QUE EM RECEBER.
Aquela pessoa que exige estar sempre rodeada pelos parentes, pelos netos, que não admite a falta de atenção à sua pessoa, nem nenhum tipo de desobediência, que exige todos os carinhos, e respeito, não é nem de longe, uma pessoa feliz. Por que a felicidade não se resume em receber, mas em doar-se, em dar.  Quem procura a vida inteira SOMENTE RECEBER, É UMA PESSOA FRUSTRADA, DESILUDIDA E TRISTE!  E você deve conhecer alguém assim em sua família...
Isso não significa que não devemos nos alegrar com tudo o que recebemos, com os presentes, e cortesias dos amigos e parentes. Isso faz parte da colheita do que plantamos. Pois quem faz aos outros o que gostaria que eles fizessem a si, não fica frustrado nem abandonado.
POIS É DANDO QUE SE RECEBE!
Agora, vamos ver como deve ser as nossas atitudes na comunidade paroquial.
Uma paroquiana, um paroquiano de verdade não é aquela e aquele que faz as coisas visando a apreciação pessoal, visando tirar vantagens, nem privilégios, nem de ser bem visto pelos demais. 
Muito menos não é uma pessoa que olha os demais de cima para baixo, só por que tem um dom especial, o dom de cantar bonito, ou de falar bem, de ter estudado muito, ou por que é uma pessoa da alta sociedade.
O verdadeiro leigo e leiga, é uma pessoa vestida de humildade. Não a FALSA HUMILDADE quanto aos dons recebidos de Deus. Não age com nenhum tipo de violência, nem mesmo violência velada, não despreza as pessoas humildes, não eleva a sua voz, age com serenidade, é forte na sua aparente fraqueza, pois os mansos possuirão a Terra. 
A verdadeira cristã, o verdadeiro cristão, sabe que está fazendo o que deve fazer. Sabe que não tem direito aos aplausos, pois todos nós SOMOS SERES INÚTEIS!

Tenha um bom e santo domingo.  José Salviano


“FICAI ATENTOS!” – Olivia Coutinho.


Dia 25 de Agosto de 2016

Evangelho de Mt24,42-51 

O amor, a busca pela santidade, deve ser o nosso objetivo primeiro, o horizonte que não podemos perder de vista!
O desafio de quem busca a santidade, é não desanimar, é não temer as consequências do seguimento a Jesus e nem se isolar, pois ninguém alcança  a santidade  sozinho! É em meio aos conflitos, é caminhando na contramão do mundo, é superando desafios,  que uma pessoa vai se  santificando!
Viemos do Pai e para o Pai retornaremos! Esta verdade, deve  nos alegrar e conscientizar de que esta nossa vida terrena é transitória e por assim ser, deve ser bem vivida, isto é, vivida de acordo com a vontade de Deus, pois pertencemos a Ele!
O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, nos desperta sobre  a consciência que devemos ter do nosso tempo de vida terrena! É importante conscientizarmos de que este  nosso tempo presente, deve ser um tempo útil à nossa caminhada rumo à eternidade. Devemos aproveitar bem este tempo, pois ele é o único tempo que possuímos como espaço sagrado, que Deus nos concede, para buscarmos a nossa santidade, construindo aqui na terra, a nossa morada no céu!
O texto vem nos acordar para uma realidade que ninguém pode fugir: a certeza da transitoriedade da vida terrena, da vida que passa! Quanto ao dia e hora da nossa passagem, Deus preferiu ocultar de nós, Jesus só nos deu uma pista: vai acontecer de modo inesperado, o que pode nos deixar apreensivos, no entanto, para quem vive dentro do plano de Deus, o dia e a hora não importa, o que importa, é estar o tempo todo em sintonia com Deus, ciente de que há uma vida melhor por vir, uma vida em plenitude! 
Jesus nos alerta sobre a importância de estarmos vigilantes o tempo todo, o que não significa ficarmos parados, pelo contrário, devemos estar a espera da segunda vinda Jesus no exercício da nossa missão, no lugar onde fomos plantados por Deus para produzir frutos!
“... o Filho do homem vai chegar na hora em que vocês menos esperarem!”Lc12,40. Jesus compara o “ficar preparado,” com a postura de um empregado, que mesmo sem saber a hora que o patrão irá chegar, ele está sempre pronto para servi-lo!
Estar vigilante, é estar em movimento, é estar atento às necessidades dos nossos irmãos, é estar o tempo todo a serviço da vida!
Em Jesus encontramos a força e a coragem para darmos continuidade a nossa caminhada de fé! Com Jesus, em vez de medo, o que cultivamos no  nosso coração, é a esperança que é fruto da fé!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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22º DOMINGO DO TEMPO COMUM-Dehonianos

ANO C
22º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Tema do 22º Domingo do Tempo Comum
A liturgia deste domingo propõe-nos uma reflexão sobre alguns valores que acompanham o desafio do “Reino”: a humildade, a gratuidade, o amor desinteressado.
O Evangelho coloca-nos no ambiente de um banquete em casa de um fariseu. O enquadramento é o pretexto para Jesus falar do “banquete do Reino”. A todos os que quiserem participar desse “banquete”, Ele recomenda a humildade; ao mesmo tempo, denuncia a atitude daqueles que conduzem as suas vidas numa lógica de ambição, de luta pelo poder e pelo reconhecimento, de superioridade em relação aos outros… Jesus sugere, também, que para o “banquete do Reino” todos os homens são convidados; e que a gratuidade e o amor desinteressado devem caracterizar as relações estabelecidas entre todos os participantes do “banquete”.
Na primeira leitura, um sábio dos inícios do séc. II a.C. aconselha a humildade como caminho para ser agradável a Deus e aos homens, para ter êxito e ser feliz. É a reiteração da mensagem fundamental que a Palavra de Deus hoje nos apresenta.
A segunda leitura convida os crentes instalados numa fé cómoda e sem grandes exigências, a redescobrir a novidade e a exigência do cristianismo; insiste em que o encontro com Deus é uma experiência de comunhão, de proximidade, de amor, de intimidade, que dá sentido à caminhada do cristão. Aparentemente, esta questão não tem muito a ver com o tema principal da liturgia deste domingo; no entanto, podemos ligar a reflexão desta leitura com o tema central da liturgia de hoje – a humildade, a gratuidade, o amor desinteressado – através do tema da exigência: a vida cristã – essa vida que brota do encontro com o amor de Deus – é uma vida que exige de nós determinados valores e atitudes, entre os quais avultam a humildade, a simplicidade, o amor que se faz dom.

LEITURA I – Sir 3,19-21.30-31
Leitura do Livro do Ben-Sirá
Filho, em todas as tuas obras procede com humildade
e serás mais estimado do que o homem generoso.
Quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te
e encontrarás graça diante do Senhor.
Porque é grande o poder do Senhor
e os humildes cantam a sua glória.
A desgraça do soberbo não tem cura,
porque a árvore da maldade criou nele raízes.
O coração do sábio compreende as máximas do sábio
e o ouvido atento alegra-se com a sabedoria.
AMBIENTE
Estamos no início do séc. II a.C., quando os selêucidas dominavam a Palestina. O helenismo tinha começado o seu trabalho pernicioso no sentido de minar a cultura e os valores tradicionais de Israel. Muitos judeus – incluindo membros de famílias de origem sacerdotal – deixavam-se seduzir pelo brilho da cultura helénica, começavam a abandonar os valores dos pais e a aderir aos valores da cultura invasora…
Jesus Ben Sira é, no entanto, um judeu tradicional, orgulhoso da sua fé e dos valores israelitas. Consciente de que o helenismo ameaçava as raízes do seu Povo, vai escrever para defender o património religioso e cultural do judaísmo. Procura convencer os seus compatriotas de que Israel possui, na sua “Torah” revelada por Deus, a verdadeira “sabedoria” – uma “sabedoria” muito superior à “sabedoria” grega. Aos israelitas seduzidos pela cultura grega, Jesus Ben Sira lembra a herança comum, procurando sublinhar a grandeza dos valores judaicos e demonstrando que a cultura judaica não fica a dever nada à brilhante cultura grega.
O texto que nos é proposto pertence à primeira parte do livro (cf. Ben Sira 1,1-23,38). Aí fala-se da “sabedoria”, criada por Deus e oferecida a todos os homens. Nesta parte, dominam os “ditos” e “provérbios” que ensinam a arte de bem viver e de ser feliz.
MENSAGEM
O texto apresenta-se como uma “instrução” que um pai dá ao seu filho. O tema fundamental desta “instrução” é o da humildade.
Para Jesus Ben Sira, a humildade é uma das qualidades fundamentais que o homem deve cultivar. Garantir-lhe-á estima perante os homens e “graça diante do Senhor”. Não se trata de uma forma de estar e de se apresentar reservada aos mais pobres e menos preparados; mas trata-se de algo que deve ser cultivado por todos os homens, a começar por aqueles que são considerados mais importantes. O autor não entra em grandes pormenores; limita-se a afirmar a importância da humildade e a propô-la, sem grandes desenvolvimentos nem explicações. O “sábio” autor destas “máximas” não tem dúvida de que é na humildade e na simplicidade que reside o segredo da “sabedoria”, do êxito, da felicidade.
ACTUALIZAÇÃO
Para a reflexão e partilha, considerar os seguintes dados:
¨ Ser humilde significa assumir com simplicidade o nosso lugar, pôr a render os nossos talentos, mas sem nunca humilhar os outros ou esmagá-los com a nossa superioridade. Significa pôr os próprios dons ao serviço de todos, com simplicidade e com amor. Quando somos capazes de assumir, com simplicidade e desprendimento, o nosso papel, todos reconhecem o nosso contributo, aceitam-nos, talvez nos admirem e nos amem… É aí que está a “sabedoria”, quer dizer, o segredo do êxito e da felicidade.
¨ Ser soberbo significa que “a árvore da maldade criou raízes” no homem. O homem que se deixa dominar pelo orgulho torna-se egoísta, injusto, auto-suficiente e despreza os outros. Deixa de precisar de Deus e dos outros homens; olha todos com superioridade e pratica, com frequência, gestos de prepotência que o tornam temido, mas nunca admirado ou amado. Vive à parte, num egoísmo vazio e estéril. Embora seja conhecido e apareça nas colunas sociais, está condenado ao fracasso. É o “anti-sábio”.
¨ É preciso que os dons que possuímos não nos subam à cabeça, não nos levem a poses ridículas de orgulho, de superioridade, de desprezo pelos nossos irmãos. É preciso reconhecer, com simplicidade, que tudo o que somos e temos é um dom de Deus e que as nossas qualidades não dependem dos nossos méritos, mas do amor de Deus.

SALMO REPONSORIAL – Salmo 67 (68)
Refrão: Na vossa bondade, Senhor,
 preparastes uma casa para o pobre.
Os justos alegram-se na presença de Deus,
exultam e transbordam de alegria.
Cantai a Deus, entoai um cântico ao seu nome;
o seu nome é Senhor: exultai na sua presença.
Pai dos órfãos e defensor das viúvas,
é Deus na sua morada santa.
Aos abandonados Deus prepara uma casa,
conduz os cativos à liberdade.
Derramastes, ó Deus, uma chuva de bênçãos,
restaurastes a vossa herança enfraquecida.
A vossa grei estabeleceu-se numa terra
que a vossa bondade, ó Deus, preparara ao oprimido.

LEITURA II – Heb 12,18-19.22-24a
Leitura da Epístola aos Hebreus
Irmãos:
Vós não vos aproximastes de uma realidade sensível,
como os israelitas no monte Sinai:
o fogo ardente, a nuvem escura,
as trevas densas ou a tempestade,
o som da trombeta e aquela voz tão retumbante
que os ouvintes suplicaram que não lhes falasse mais.
Vós aproximastes-vos do monte Sião,
da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste,
de muitos milhares de Anjos em reunião festiva,
de uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu,
de Deus, juiz do universo,
dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição
e de Jesus, mediador da nova aliança.
AMBIENTE
Estamos na quinta parte da Carta aos Hebreus (cf. 12,14-13,19). Depois de pedir a perseverança e a constância nas provas (cf. Heb 12,1-13), o autor vai pedir uma conduta consequente com a fé cristã: os crentes são exortados a manter e cultivar relações harmoniosas, adequadas, justas, para com os homens e para com Deus.
Neste texto, em concreto, o autor convida os destinatários da carta à fidelidade à vocação cristã. Para isso, estabelece um paralelo entre a antiga religião (que os destinatários da carta conheciam bem) e a nova proposta de salvação que Cristo veio apresentar. Os crentes são, assim, convidados a redescobrir a novidade do cristianismo – essa novidade que, um dia, os atraiu e motivou – e a aderir a ela com entusiasmo… Recordemos – para que as coisas façam sentido – que o escrito se destina a uma comunidade instalada, preguiçosa, que precisa descobrir os fundamentos reais da sua fé e do seu compromisso, a fim de enfrentar – com coragem e com êxito – os tempos difíceis de perseguição e de martírio que se aproximam.
MENSAGEM
O autor estabelece um profundo contraste entre a experiência de comunhão com Deus que Israel fez no Sinai e a experiência cristã.
A experiência do Sinai é descrita como uma experiência religiosa que gerou medo, opressão, mas não relação pessoal, proximidade, amor, comunhão, intimidade, confiança – nem com Deus, nem com os outros membros da comunidade do Povo de Deus. O quadro da revelação do Sinai é um quadro terrífico, que não fez muito para aproximar os homens de Deus, num verdadeiro encontro alicerçado no amor e na confiança. Por isso, não há que lamentar o desaparecimento de um tal sistema.
Na experiência cristã, em contrapartida, não há nada de assustador, de terrível, de opressivo. Pelo Baptismo, os cristãos aproximaram-se do próprio Deus, numa experiência de proximidade, de comunhão, de intimidade, de amor verdadeiro… A experiência cristã é, portanto, uma experiência festiva, de verdadeira alegria. Por essa experiência, os cristãos associaram-se a Deus, o santo, o juiz do universo, mas também o Deus da bondade e do amor; foram incorporados em Cristo, o mediador da nova aliança, irmanados com Ele, tornados co-herdeiros da vida eterna; associaram-se aos anjos, numa existência de festa, de louvor, de acção de graças, de adoração, de contemplação; associaram-se aos outros justos que atingiram a vida plena, numa comunhão fraterna de vida e de amor.
A questão que fica no ar – mesmo se não é formulada explicitamente – é: não vale a pena apostar incondicionalmente nesta experiência e vivê-la com entusiasmo?
ACTUALIZAÇÃO
A reflexão e a actualização podem fazer-se a partir das seguintes linhas:
¨ A questão fundamental deste texto e do ambiente que o enquadra é propor-nos uma redescoberta da nossa fé e do sentido das nossas opções, a fim de superarmos a instalação, o comodismo e a preguiça que nos levam, tantas vezes, a uma caminhada cristã morna, sem exigências, sem compromissos, que facilmente cede e recua quando aparecem as dificuldades e os desafios…
¨ Jesus intimou-nos a superar a perspectiva de um Deus terrível, opressor, vingativo, de Quem o homem se aproxima com medo; em seu lugar, Ele apresentou-nos a religião de um Deus que é Pai, que nos ama, que nos convoca para a comunhão com Ele e com os irmãos e que insiste em associar-nos como “filhos” à sua família. Tenho consciência de que este é o verdadeiro rosto de Deus e que o Deus terrível, de quem o homem não se pode aproximar, é uma invenção dos homens?

ALELUIA – Mt 11,29ab
Aleluia. Aleluia.
Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor,
e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração.

EVANGELHO – Lc 14,1.7-14
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus entrou, a um sábado,
em casa de um dos principais fariseus
para tomar uma refeição.
Todos O observavam.
Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares,
Jesus disse-lhes esta parábola:
«Quando fores convidado para um banquete nupcial,
não tomes o primeiro lugar.
Pode acontecer que tenha sido convidado
alguém mais importante que tu;
então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer:
‘Dá o lugar a este’;
e ficarás depois envergonhado,
se tiveres de ocupar o último lugar.
Por isso, quando fores convidado,
vai sentar-te no último lugar;
e quando vier aquele que te convidou, dirá:
‘Amigo, sobre mais para cima’;
ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados.
Quem se exalta será humilhado
e quem se humilha será exaltado».
Jesus disse ainda a quem O tinha convidado:
«Quando ofereceres um almoço ou um jantar,
não convides os teus amigos nem os teus irmãos,
nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos,
não seja que eles por sua vez te convidem
e assim serás retribuído.
Mas quando ofereceres um banquete,
convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;
e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te:
ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.
AMBIENTE
Esta etapa do “caminho de Jerusalém” põe Jesus à mesa, em dia de sábado, na casa de um dos chefes dos fariseus. Deve tratar-se da refeição solene de sábado, que se tomava por volta do meio-dia, ao voltar da sinagoga. Para ela deviam convidar-se os hóspedes; durante a refeição, continuava-se a discussão sobre as leituras escutadas durante o ofício sinagogal.
Lucas é o único evangelista que mostra os fariseus tão próximos de Jesus que até o convidam para casa e se sentam à mesa com Ele (cf. Lc 7,36; 11,37). É provável que se trate de uma realidade histórica, embora Marcos e Mateus apresentem os fariseus como os adversários por excelência de Jesus (Mateus apresenta tal quadro influenciado, sem dúvida, pelas polémicas da Igreja primitiva com os fariseus).
Os fariseus formavam um dos principais grupos religioso-políticos da sociedade palestina desta época. Dominavam os ofícios sinagogais e estavam presentes em todos os passos religiosos dos israelitas. A sua preocupação fundamental era transmitir a todos o amor pela Torah, quer escrita, quer oral. Tratava-se de um grupo sério, verdadeiramente empenhado na santificação do Povo de Deus; mas, ao absolutizarem a Lei, esqueciam as pessoas e passavam por cima do amor e da misericórdia. Ao considerarem-se a si próprios como “puros” (porque viviam de acordo com a Lei), desprezavam o “am aretz” (o “povo do país”) que, por causa da ignorância e da vida dura que levava, não podia cumprir integralmente os preceitos da Lei. Conscientes das suas capacidades, da sua integridade, da sua superioridade, não eram propriamente modelos de humildade. Isso talvez explique o ambiente de luta pelos lugares de honra que o Evangelho refere.
Convém, também, ter em conta que estamos no contexto de um “banquete”. O “banquete” é, no mundo semita, o espaço do encontro fraterno, onde os convivas partilham do mesmo alimento e estabelecem laços de comunhão, de proximidade, de familiaridade, de irmandade. Jesus aparece, muitas vezes, envolvido em banquetes, não porque fosse “comilão e bêbedo” (cf. Mt 11,19), mas porque, ao ser sinal de comunhão, de encontro, de familiaridade, o banquete anuncia a realidade do “reino”.
MENSAGEM
O texto apresenta duas partes. A primeira (vers. 7-11) aborda a questão da humildade; a segunda (vers 12-14) trata da gratuidade e do amor desinteressado. Ambas estão unidas pelo tema do “Reino”: são atitudes fundamentais para quem quiser participar no banquete do “Reino”.
As palavras que Jesus dirigiu aos convidados que disputavam os lugares de honra não são novidade, pois já o Antigo Testamento aconselhava a não ocupar os primeiros lugares (cf. Prov 25,6-7); mas o que aí era uma exortação moral, nas palavras de Jesus converte-se numa apresentação do “Reino” e da lógica do “Reino”: o “Reino” é um espaço de irmandade, de fraternidade, de comunhão, de partilha e de serviço, que exclui qualquer atitude de superioridade, de orgulho, de ambição, de domínio sobre os outros; quem quiser entrar nele, tem de fazer-se pequeno, simples, humilde e não ter pretensões de ser melhor, mais justo, ou mais importante que os outros. Esta é, aliás, a lógica que Jesus sempre propôs aos seus discípulos: Ele próprio, na “ceia de despedida”, comida com os discípulos na véspera da sua morte, lavou os pés aos discípulos e constituiu-os em comunidade de amor e de serviço – avisando que, na comunidade do “Reino”, os primeiros serão os servos de todos (cf. Jo 13,1-17).
Na segunda parte, Jesus põe em causa – em nome da lógica do “Reino” – a prática de convidar para o banquete apenas os amigos, os irmãos, os parentes, os vizinhos ricos. Os fariseus escolhiam cuidadosamente os seus convidados para a mesa. Nas suas refeições, não convinha haver alguém de nível menos elevado, pois a “comunidade de mesa” vinculava os convivas e não convinha estabelecer obrigatoriamente laços com gente desclassificada e pecadora (por exemplo, nenhum fariseu se sentava à mesa com alguém pertencente ao “am aretz”, ao “povo da terra”, desclassificado e pecador). Por outro lado, também os fariseus tinham a tendência – própria de todas as pessoas, de todas as épocas e culturas – de convidar aqueles que podiam retribuir da mesma forma… A questão é que, dessa forma, tudo se tornava um intercâmbio de favores e não gratuidade e amor desinteressado.
Jesus denuncia – em nome do “Reino” – esta prática; mas vai mais além e apresenta uma proposta verdadeiramente subversiva… Segundo Ele, é preciso convidar “os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos”. Os cegos, coxos e aleijados eram considerados pecadores notórios, amaldiçoados por Deus, e por isso estavam proibidos de entrar no Templo (cf. 2 Sm 5,8) para não profanar esse lugar sagrado (cf. Lv 21,18-23). No entanto, são esses que devem ser os convidados para o “banquete”. Já percebemos que, aqui, Jesus já não está simplesmente a falar dessa refeição comida em casa de um fariseu, na companhia de gente distinta; mas está já a falar daquilo que esse “banquete” anuncia e prefigura: o banquete do “Reino”.
Jesus traça aqui, portanto, os contornos do “Reino”. Ele é apresentado como um “banquete”, onde os convidados estão unidos por laços de familiaridade, de irmandade, de comunhão. Para esse “banquete”, todos – sem excepção – são convidados (inclusive àqueles que a cultura social e religiosa tantas vezes exclui e marginaliza). As relações entre os que aderem ao banquete do “Reino” não serão marcadas pelos jogos de interesses, mas pela gratuidade e pelo amor desinteressado; e os participantes do “banquete” devem despir-se de qualquer atitude de superioridade, de orgulho, de ambição, para se colocarem numa atitude de humildade, de simplicidade, de serviço.
ACTUALIZAÇÃO
Para a reflexão, considerar as seguintes linhas:
¨ Na nossa sociedade, agressiva e competitiva, o valor da pessoa mede-se pela sua capacidade de se impor, de ter êxito, de triunfar, de ser o melhor… Quem tem valor é quem consegue ser presidente do conselho de administração da empresa aos trinta e cinco anos, ou o empregado com mais índices de venda, ou o condutor que, na estrada, põe em risco a sua vida, mas chega uns segundos à frente dos outros… Todos os outros são vencidos, incapazes, fracos, olhados com comiseração. Vale a pena gastar a vida assim? Estes podem ser os objectivos supremos, que dão sentido verdadeiro à vida do homem?
¨ A Igreja, fruto do “Reino”, deve ser essa comunidade onde se torna realidade a lógica do “Reino” e onde se cultivam a humildade, a simplicidade, o amor gratuito e desinteressado. É-o, de facto?
¨ Assistimos, por vezes, a uma corrida desenfreada na comunidade cristã pelos primeiros lugares. É uma luta – para alguns de vida ou de morte – em que se recorre a todos os meios: a intriga, a exibição, a defesa feroz do lugar conquistado, a humilhação de quem faz sombra ou incomoda… Para Jesus, as coisas são bastante claras: esta lógica não tem nada a ver com a lógica do “Reino”; quem prefere esquemas de superioridade, de prepotência, de humilhação dos outros, de ambição, de orgulho, está a impedir a chegada do “Reino”. Atenção: isto talvez não se aplique só àquela pessoa da nossa comunidade que detestamos e cujo nome nos apetece dizer sempre que ouvimos falar em gente que só gosta de mandar e se considera superior aos outros; isto talvez se aplique também em maior ou menor grau, a mim próprio.
¨ Também há, na comunidade cristã, pessoas cuja ambição se sobrepõe à vontade de servir… Aquilo que os motiva e estimula são os títulos honoríficos, as honras, as homenagens, os lugares privilegiados, as “púrpuras”, e não o serviço humilde e o amor desinteressado. Esta será uma atitude consentânea com a pertença ao “Reino”?
¨ Fica claro, na catequese que Lucas hoje nos propõe, que o tipo de relações que unem os membros da comunidade de Jesus não se baseia em “critérios comerciais” (interesses, negociatas, intercâmbio de favores), mas sim no amor gratuito e desinteressado. Só dessa forma todos – inclusive os pobres, os humildes, aqueles que não têm poder nem dinheiro para retribuir os favores – aí terão lugar, numa verdadeira comunidade de amor e de fraternidade.
¨ Os cegos e coxos representam, no Evangelho que hoje nos é proposto, todos aqueles que a religião oficial excluía da comunidade da salvação; apesar disso, Jesus diz que esses devem ser os primeiros convidados do “banquete do Reino”. Como é que os pecadores notórios, os marginais, os divorciados, os homossexuais, as prostitutas são acolhidos na Igreja de Jesus?

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 22º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
2. FAZER ECO DA PALAVRA.
Depois da comunhão (a mesa onde os pobres são reis…), poder-se-ia reler, em fundo musical, algumas passagens da liturgia da Palavra. Por exemplo: “cumpre todas as coisas com humildade…”; “vai sentar-te no último lugar…”; “convida aqueles que não têm nada para te retribuir…”
3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
“Deus criador e mestre do universo, proclamamos a grandeza do teu poder e, ao mesmo tempo, a humildade do teu Filho Jesus. Ele tornou-se pequeno para nascer entre os homens e aceitou a humilhação suprema, a da cruz.
Nós Te pedimos pelas nossas sociedades onde triunfam os dominadores e os poderosos. Que o teu Espírito nos impregne, que Ele nos livre do orgulho”.
No final da segunda leitura:
“Deus vivo, nós Te damos graças por Jesus, o mediador da nova Aliança, que nos introduziu na Jerusalém celeste e na assembleia dos santos e que inscreveu o nosso nome nos céus.
Nós Te confiamos todas as comunidades cristãs desencorajadas pela modéstia dos seus efectivos e pela falta de consideração”.
No final do Evangelho:
“Pai, Tu que nos convidas à mesa de teu Filho, nós Te damos graças porque nos chamas a avançar mais alto e nos elevas pela confiança que nos fazes e a estima que nos concedes, a nós que somos pecadores.
Nós Te recomendamos as nossas irmãs e irmãos que se ocupam das nossas sociedades, preparando-lhes a mesa e dando-lhes a sua dignidade”.
4. BILHETE DE EVANGELHO.
Jesus pode falar de gratuidade porque a sua vinda à terra é um dom gratuito de Deus, é uma graça, este amor gratuito, gracioso de Deus. E Deus não nos ama porque merecemos, mas porque não pode senão amar-nos, pois Ele é Amor. Então, Jesus pede ao homem, criado à imagem de Deus, para amar como Deus ama, isto é, gratuitamente, esperando ser declarado justo na ressurreição dos mortos. Trata-se de uma verdadeira revolução nas relações entre eles: pôr o dom em primeiro lugar e ter em resposta apenas a alegria de ter dado. Jesus vai mesmo ao ponto de declarar felizes aqueles que têm o sentido do gratuito nas suas relações humanas.
5. À ESCUTA DA PALAVRA.
Há muitos “manuais de boas maneiras” para saber como organizar uma festa, uma recepção, para que cada convidado se encontre à vontade à mesa, não se sinta ferido na sua honra – ou na sua vaidade! Hoje, Jesus dá-nos indicações de protocolo: “Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante que tu; então, aquele que vos convidou a ambos terá de te dizer: ‘Dá o lugar a este’; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar”. Jesus não quer que soframos uma humilhação! Não vai longe o tempo em que, na Igreja, se dizia: “Para crescer em humildade, é preciso suportar humilhações!” Mas suportar humilhações leva geralmente a ser humilhado, mas não a se tornar humilde! Ora Jesus, precisamente, não quer que sejamos humilhados. Deseja mesmo que sejamos honrados. Ele veio para que cada um ganhe de novo a sua verdadeira dignidade, volte a manter-se de pé. Mas, evidentemente, Jesus não se contenta em nos ensinar como nos comportarmos em sociedade. Ele convida-nos, na realidade, a um exercício de lucidez sobre nós próprios. Todos desejamos dar de nós mesmos uma imagem positiva, valorizadora. Mas o que os outros percebem de mim não corresponde necessariamente ao que gostaria que eles vissem. E eu próprio vejo os outros a partir das minhas próprias impressões e sentimentos. Então, seguindo o meu temperamento, terei, por exemplo, um complexo de inferioridade, pensando ser um eterno compreendido. Desvalorizar-me-ei aos meus próprios olhos. Sentir-me-ei mal na própria pele. Ou terei um complexo de superioridade, seguro do meu valor. Procurarei mostrar-me, fazer-me ver, ocupar os primeiros lugares, com o risco de esmagar os outros e humilhá-los. Isso é da psicologia elementar? Mas Jesus sabe bem que a psicologia é importante. Somente vai mais longe. Convida-nos a juntarmo-nos ao olhar de Deus sobre nós, sobre os outros. Só Ele é capaz de amar cada ser humano como ele é, porque só Ele nos olha unicamente e sempre à luz do seu amor. Colocarmo-nos nesta luz é ainda a melhor maneira de nos amarmos humildemente a nós mesmos para amar os outros em verdade.
6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística II para Assembleias com Crianças.
7. PALAVRA PARA O CAMINHO…
Difícil questão… Com que critérios estabelecemos a lista dos nossos convidados quando preparamos uma refeição festiva? Decididamente, uma vez mais, a lógica de Jesus não é a nossa. Acontece convidarmos à nossa mesa pobres, estropiados, sem-abrigo, crianças perdidas nas ruas… mais que a nossa família, os amigos, as nossas relações de negócios? Difícil questão, que evitamos talvez tomar demasiado a sério. E se nesta semana a deixássemos ressoar um pouco em nós mesmos?


UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA
ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
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