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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Orientados por quem e para quê? -Canção Nova

6 de Fevereiro de 2015

O Evangelho em Mc 6, 14-29 nos apresenta a surpreendente e, ao mesmo tempo, espantosa motivação da morte do Precursor do Messias, o qual comparou João Batista e indicou-lhe como marco do Reino combatido e  como o cumprimento do retorno de Elias: «A partir dos dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e violentos procuram arrebatá-lo. Pois João foi o tempo das profecias – de todos os Profetas e da Lei. E, se quereis aceitar, ele é o Elias que há de vir. Quem tem ouvidos ouça» (Mt 11, 12).

Infelizmente Herodes, Herodíades e sua filha “Herodoida” (para não ficar sem nome), não quiseram acolher e seguir os sinais de Deus, ou seja, tendo ouvidos não quiseram ouvir o Senhor por intermédio do profeta. Também o Evangelho, longe de fazer da ignorância um “oitavo sacramento”, demonstra o quanto  o desconhecimento verdadeiro do rosto de Deus, em Cristo, é e será sempre um grande prejuízo ao ser humano. Assim testemunha o Evangelho: «O rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois o nome dele tinha-se tornado muito conhecido. Alguns até diziam…» (Mc 6, 14).
O nome de Jesus é poderoso e salva quando entendido como a Pessoa de Cristo sendo reconhecida, e não reduzido a uma mera “informação” que entra pelos ouvidos e para na memória. “Conhecer” e “reconhecer”, na Bíblia, traduz uma experiência e uma relação que envolve pessoas. Para isto precisamos de fé e muito auxílio do Espírito Santo de Deus, o qual nunca faltou para quem quer que seja, em todos os tempos e lugares.
Mas quem recusa o Deus que fala em nossa consciência, antes de tudo, vai endurecendo o coração e o ouvido para a Palavra e os Seus servos, por isso a família de Herodes – que necessitava urgentemente de salvação – foi se fechando ao verdadeiro amor do Pai, disposto a restaurar a sociedade a partir de cada pessoa e família.
João Batista, docilmente, foi somente profeta para eles: «Pois João vivia dizendo a Herodes: ‘Não te é permitido ter a mulher do teu irmão’. Por isso Herodíades lhe tinha ódio e queria matá-lo, mas não conseguia, pois Herodes temia João, sabendo que era homem justo e santo, e até lhe dava proteção. Ele gostava muito de ouvi-lo, mas ficava desconcertado» (Mc 6, 18-20). Donde nasceu tanta violência contra um profeta do Reino de Deus? Até onde foi o gosto de Herodes pela escuta da vontade do Senhor, o seu temor perante um mensageiro de Deus, também para a sua família?
Poderíamos arriscar esta resposta: “Foi até onde começava a entrega às suas paixões desorientadas, no adultério, orgulhosa incapacidade de voltar,  apego à própria imagem perante os convidados e a falta de sensibilidade à vida alheia” (cf. Mc 6, 22.26).
É verdade que paixões todos nós as temos, como a Igreja – perita em humanidade – tão bem ensina e expressa no Catecismo: «O termo ‘paixão’ pertence ao patrimônio cristão. Os sentimentos ou paixões são as emoções ou movimentos da sensibilidade. As paixões são componentes naturais do psiquismo humano.
O mais fundamental é o amor, provocado pela atração do bem. O amor causa o desejo do bem ausente e a esperança de alcançá-lo. Este movimento tem o seu termo no prazer. “Amar é querer bem a alguém”. Todos os outros afetos nascem, neste movimento original, do coração do homem para o bem. Só o bem é amado. “As paixões são más se o amor for mau, e boas se ele for bom”» (CIC nºs 1763-1766).
Assim, também nós temos a potencialidade de agirmos como Herodes, Herodíades ou a “Herodoida” se não consagrarmos constantemente as nossas paixões ao Espírito Santo que quer derramar constantemente o verdadeiro amor nos nossos corações (cf. Rm 5,5). Tomados pela Pessoa-Amor, as paixões pessoais e dos outros não nos “endoidarão” ou nos instrumentalizarão, e a paixão fundamental – o amor – conduzirá tudo para o bem.
Sabemos da parte de Deus e de João, que ele acabou prefigurando também, com o seu “injusto” julgamento e morte, o julgamento e morte de Jesus Cristo. No entanto, da parte dos agentes daquele mal fica também o ensinamento para todos os tempos, a começar para mim, que não basta ouvirmos o nome de Jesus nem admirarmos os profetas de Deus, tampouco gostarmos de ouvi-los, É preciso transcendermos os meios e ficarmos com o essencial anunciado: a Palavra de Deus obedecida com a vida e a morte!
Padre Fernando Santamaria – Comunidade Canção Nova


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