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sexta-feira, 4 de março de 2016

Amar ou Negar e trair...você decide-Diac. José da Cruz

TERÇA FEIRA DA SEMANA SANTA  22/03/2016
1ª Leitura Isaias 49, 1-6
Salmo 70/71 “Minha boca proclamará vossa justiça e vossos auxílios de todos os dias, sem poder enumerá-los todos”
Evangelho João 13, 21-33. 36-38
                                                             " Amar ou Negar e trair...você decide"
Neste evangelho, São João, bem naquele jeito que nós já sabemos, faz uma linda reflexão com uma narrativa às avessas! O leitor com certeza, ao tomar contato com este evangelho, se pergunta "Mas em uma hora dramática e terrível dessa, quando já o prenúncio de que dois que estão ali na mesa, irão trai-lo e negá-lo no dia seguinte, Jesus começa a falar em Gloria, porque Nele o Pai foi Glorificado?" Se a gente não comentou com alguém, pelo menos pensou, não é?
Fazendo uma releitura diferente dos sinóticos, onde a paixão e morte de Jesus apresenta-se como um quadro tenebroso ao espírito do leitor, João enxerga na paixão de Jesus a sua Vitória definitiva, a sua definitiva Glorificação, dando-lhe inclusive uma postura de Rei e Juiz, invertendo os papéis com Pilatos. Essa ideia de João não foi algo que surgiu depois, mas desde o início de seus escritos, nas Bodas de Canaã , por exemplo, ele afirma a Mãe que "A sua Hora ainda não chegou", não a hora da derrota, do fracasso e do fim do sonho, mas exatamente o contrário, o que está nascendo, o que está surgindo, o Reino afirma suas raízes sobre o madeiro da cruz, e é um Reino para sempre, que conduzirá os homens à sua plenitude, é o início da nova criação, um novo horizonte se descortina para toda humanidade.
É olhando nessa perspectiva joanina que agora podemos focar Judas e Pedro. Um que o traiu, e outro que o negou. Dois pecados da mesma gravidade. Judas agiu assim, porque já tinha delineado dentro dele o modelo de Jesus que ele queria e ambicionava, para sair-se vitorioso em suas ambições possivelmente revolucionárias, é difícil fazer um juízo sobre a ação do traidor, talvez o tenha traído porque ele o havia decepcionado, por não ser o modelo que ele havia delineado dentro de si, ou talvez o traiu, por acreditar que na hora em que a cobra fosse "fumar", Jesus manifestaria o seu Messianismo poderoso e daria a volta por cima, "virando o jogo". Mas são apenas hipóteses...
Já Pedro o negou por medo de comprometer-se, estava ali como um curioso, nem conhecia o tal homem...Evidentemente que depois, quando seus olhos cruzaram com o de Jesus, Pedro sentiu na alma a dor da sua negação e chorou amargamente, e acreditou na Misericórdia Divina, maior que o seu pecado. Judas não! Possivelmente sentiu que o seu pecado não teria perdão, não acreditava e nunca acreditou que Deus o amaria, com a mesma intensidade, depois da sua traição, e preferiu a loucura da morte, porque a ideia de olhar para os olhos de Jesus, o aterrorizava.
Em nossos tempos, longe do fato histórico que marcou as últimas horas de vida de Jesus, junto aos seus discípulos, é urgente percebermos contritos que, Trair ou Negar a Jesus, é uma questão de ocasião e de oportunidade. Podemos trai-lo sim, quando percebemos que o Jesus que criamos, ou que alguém criou em nossa fantasia, não bate com o Jesus real dos evangelhos, podemos trai-lo quando percebemos que teremos que mudar nosso jeito de ser cristão, mas falta-nos coragem para dizer a verdade e assumi-la em nossas comunidades, talvez medo de perder o cargo, a fama e o prestígio...
Podemos também negá-lo, como Pedro, nos confrontos com a pós modernidade, que nos impõe anti valores, por medo de perder algo, o prestígio, o status diante dos amigos e da sociedade. Não é fácil dar testemunho cristão nos dias de hoje, e muitas vezes nos iludimos achando que o nosso testemunho cristão é dado na comunidade, na pastoral, no movimento, se fosse isso, jamais haveriam cruzes, seria fácil demais. No trabalho, na escola, na família, no partido político, como trabalhador, como funcionário público, como profissional autônomo, é exatamente aí nesses ambientes "extra Eclésia", fora das fronteiras da comunidade, é aí que negamos e traímos a nossa Fé, e o evangelho de Cristo. Pelo menos que sejamos sinceros como São Pedro e acreditando na misericórdia Divina, choremos, por nosso amor para com Deus, o próximo e a Igreja, ser tão pequeno.....(Diácono José da Cruz – Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim SP – E-mail cruzsm@uol.com.br)

"Nós vos adoramos Senhor Jesus, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo"



       

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